Singela. Essa é a palavra que descreve VALENTE, a nova animação da PIXAR/DISNEY.
Conheçam Merida, princesa de uma escócia Medieval e que tem potencial para entrar no time dourado das princesas Disney, inconformada com seu provável destino de se casar e levar uma vida comum, pacata, de rainha como todos conhecemos, a identificação com a moça é bem rápida.
Com timing mediano tudo se desenvolve de maneira bem trabalhada. Os Lords Macintosh, Dingwall e Macguffin são um show a parte, inseridos no filme pelo desejo de casar seu primogênito com a jovem Merida, que apesar de ter um futuro planejado nos mostra uma lição de como viver em sociedade no final das contas
Fotografia e a distorção de movimentos dos personagens é impressionante, por se tratar de uma animação da pixar, muita gente vai pensar em Toy Story e realmente alguns traços não negam a referência, mas está muito mais maduro. A Família real é encantadora, e envolvente, ouso dizer que gostei do filme pela identificação com os personagens, que não tentam ser complexos, pois a ideia do filme não ser força a isso.
Por fim, a dedicatória a Steve Jobs, dando um nome marcante do ícone da Apple e um personagem que é a cara de Jobs, e nos créditos temos uma linda dedicatória que vale a pena ser vista. Guilherme Briggs é um dos responsáveis pela sincronização das dublagens e eu nem preciso falar que foi sensacional o trabalho, sucesso mesmo!
Por fim, a grande questão do 3D, assisti a versão 2D e não senti falta dos óculos, aliás tudo que era 3D é bem perceptível, pra não dizer, MANJADO. Valente é uma explosão gráfica classuda, com paisagens que em certos momentos te fazem desacreditar que aquilo é animação, com uma história Disney clássica e tudo para entrar na estante de menininhas que cultuam a Pequena Sereia, indico muito.